Fraturas por Osteoporose

A América Latina é a região do mundo em que temos o envelhecimento mais rápido da população no período de 2015 a 2030. No Brasil, o número de fraturas de quadril vai mais que dobrar, indo de 80,640 casos em 2015 para 198,000 casos em 2040.

Fraturas de quadril são particularmente devastadoras:

 - menos de metade dos indivíduos que sobrevivem a uma fratura de quadril voltam a caminhar novamente e uma porção significante nunca retorna ao grau de mobilidade anterior.

 - um ano após a fratura, 60% dos pacientes requerem assistência para atividades como comer, se vestir ou ir ao banheiro, e 80% necessitam ajuda para atividades como fazer compras ou dirigir.

 - entre 10-20% do pacientes necessitarão ser internados em casas de repouso no ano seguinte a uma fratura de quadril.

Fraturas vertebrais afetam adversamente os pacientes em diversas formas:

 - dor nas costas, perda de altura, deformidade e imobilidade.

 - perda de auto-estima, distorção da imagem corporal e depressão.

 - impacto negativo na rotina de atividades da vida diária

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A sobrevivência também é impactada por fraturas de fêmur e vértebra. A mortalidade no primeiros 5 anos após uma fratura vertebral é aproximadamente 20% maior do que o esperado, com a maior parte das mortes prematuras ocorrendo dentro dos primeiros 6 meses após uma fratura de quadril. 

Fraturas que não sejam de quadril ou vertebrais representam 2/3 de todas as frauras por fragilidade. O Estudo Global Longitudinal de Osteoporose em Mulheres (GLOW) reportou que estas fraturas tem um efeito deletério na qualidade de vida. A análise dos dados do Estudo Canadense Multicêntrico em Osteoporose (CaMOS) demonstrou que estas fraturas menos graves estão também associados com aumento da mortalidade. Aumentar a qualidade de vida dos indivíduos que vivem com osteoporose deve ser o foco das intervenções para prevenir e tratar a doença.

Além da idade, sexo e história de fratura por osteoporose anterior, os seguintes fatores de risco colocam o indivíduo em risco maior de ter uma fratura por osteoporose:

 

 - BAIXO PESO: quando comparamos com quem tem um índice de massa corporal (IMC) acima de 25kg/cm2, quem tem um IMC de 20kg/cm2 tem um risco quase dobrado de ter uma fratura de quadril.

 

- HISTÓRIA FAMILIAR DE FRATURA: quem tem um parente de primeiro grau com fratura por osteoporose tem um risco maior de ter qualquer fratura por osteoporose e fratura de quadril. O aumento do risco de fratura de quadril pode chegar a 50%.

 

 - QUEDAS FREQUENTES: quedas são muito comuns em pessoas idosas, sendo que 1/3 das pessoas acima de 65 anos e 1/2 das acima de 85 anos tem pelo menos uma queda por ano. Metado dos que caem, o fazem repetidamente, e 5% das quedas resultam em fraturas.

 

 - MENOPAUSA PRECOCE: mulheres que entram na menopausa antes dos 40 anos de idade têm um risco aumentado de apresentar qualquer fratura do que as mulheres que iniciam a menopausa mais tarde. Este efeito não é alterado pelos tratamentos para osteoporose, sugerindo que a idade precoce de menopausa é um fator independente para o risco de fraturas. 

 

 - CONSUMO DE ÁLCOOL: o consumo de álcool acima de duas doses (2 taças de 120 ml de vinho) por dia aumenta o risco de fratura de quadril em 68%.

 

 - TABAGISMO: o fumo atual é associado com um aumento de até 60% no risco de fraturas de quadril.

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